Tenho me dedicado a escrever estes artigos para tentar ajudar a pessoas a
terem oportunidades que eu não tive e que me fizeram perder tanto tempo
para que eu descobrisse meus talentos e força interior.
Fala-se muito que para uma pessoa conseguir um bom emprego tem que se
qualificar profissionalmente, falar outras línguas, ser exímio em
informática, ter cursos extracurriculares interessantes. Mas o principal
que é nossa força interior que nos leva a autoconfiança e a capacidade
de relacionar-se socialmente não é estimulada para que possa ser
desenvolvida.
A autoconfiança pode tornar uma pessoa invencível. Confiar em si mesmo é
a melhor maneira de caminhar com segurança e por conta própria.
O que as empresas têm que começar a valorizar mais são as qualidades
individuais de cada um. Qualidades que não se aprende apenas em
experiências profissionais, mas do aprendizado de um conjunto de
fatores, como vivência na comunidade, interesses pessoais e crenças. Nem
sempre um profissional muito qualificado com um tempo muito grande em
uma mesma empresa tem a capacidade de ler as mudanças constantes em que
vive o mundo e as pessoas inseridas nele.
Como o mundo seria melhor se houvesse uma maneira de oferecer
oportunidade de trabalho e crescimento para pessoas que não se dedicam a
crescer apenas financeiramente. Conheço muitas pessoas bem capacitadas
que estão exercendo funções bem abaixo de suas qualificações pelo fato
de não ter o famoso Q.I. (quem indicou). Nas entrevistas que já
participei vi bem claro que a preferência é por candidatos que
impressionam apenas pela oratória ou por experiências profissionais, não
se tendo oportunidade de mostrar o que realmente cada um tem de bom em
si para oferecer além da força de trabalho.
As empresas lidam constantemente com pessoas e as pessoas são um
mistério por natureza. Para conhecer bem os desejos profundos dos
colaboradores e clientes são necessários dons que não se aprende em
renomadas faculdades e universidades, não que eu conheça.
Vejamos o exemplo dos países desenvolvidos como Estados Unidos e os da
zona do euro: todos estes países têm executivos contratados a peso de
ouro que estudaram nas melhores e mais renomadas universidades do mundo e
nem por isso estão livres da extrema dificuldade que estão vivendo com
seu sistema financeiro, o que está os levando ao endividamento, cortes
de benefícios sociais às suas populações, queda nas exportações,
desemprego, poluição, entre outros males. Se for olhar o currículo
desses altos executivos e gestores, são currículos impressionantes, mas
que na prática não está tendo eficácia e eficiência nenhuma.
Rogo que estes padrões sejam logo substituídos por outros mais realistas
e práticos, que sirvam ao propósito de gerar riquezas e crescimento
para as empresas, acionistas, funcionários e até a sociedade. O tempo
está passando e permanecer preso a padrões ultrapassados não está sendo
muito eficiente para as empresas.
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